


Dia 16 de novembro de 2012 está chegando. Todo mundo diz pra eu não pensar nisso, não sofrer por antecipação, mas ás vezes é inevitável. O tempo corre e isso me assusta. Sinto que o “fim” está próximo e isso é tão estranho. O tempo passa rápido demais e eu não posso pará-lo nem desacelerá-lo… Parece que foi ontem que eu estava em uma livrariazinha velha, comprando o livro que tinha a maçã na capa. Nessa época, o filme estava em cartaz e a série era composta por três livros: Crepúsculo, Lua Nova e Eclipse. Stephenie Meyer ainda estava escrevendo Amanhecer. Eu nem sonhava em sair do cinema depois de ter visto a Bella se transformando em vampira. Não havia milhões de pôsters nas revistas, os atores não eram mundialmente conhecidos, não dominávamos as premiações, não haviam fã-clubes gigantes, não tinha surto Robsten, ninguém sabia que existia de verdade uma cidade chamada Forks, não tinha várias séries de vampiros tentando nos copiar, não havia nem boatos de que o filme Amanhecer seria dividido em duas partes e muito menos que os atores principais iriam vir para o Brasil. Na época, Crepúsculo era só um livro perdido no meio de uma prateleira numa livraria qualquer. As coisas mudaram muito, mas o que eu sinto pela história continua aqui. É estranho pensar que o fim está chegando, porque não vai o fim só do romance de Edward e Bella. Vai ser o fim do conjunto de tudo que formava A Saga: o elenco - desde os protagonistas até os figurantes -, os diretores (que a gente chama carinhosamente de “tia” e “tios”), os barracos, os surtos, as premiações, as entrevistas, as nossas piadas internas, as premieres… Não vai ser só o fim da humana e do vampiro. Também vai ser a última vez que vemos Jacob, Renesmee, Rosalie, Alice, Emmett, Jasper, Carlisle, Esme, Renée, Charlie, Mike, Jessica, Angela, Eric, os Volturi, os quileutes, as Denali e todos os outros clãs. Não quero lembrar disso, mas como diria Isabella Swan, quando a vida te dá um sonho muito além de todas as suas expectativas, é irracional se lamentar quando isso chega ao fim. Mas não vejo isso como um fim, mas como um marco. Essa história não tem fim. Talvez seja por isso que ela é uma história sobre a eternidade. Os posers podem até sumir, mas os fãs de verdade sempre vão reler, rever, relembrar e passar essas histórias para frente. Não vão deixar ela morrer, nunca. Então vamos pensar de outro jeito também: não fiquemos tristes porque está acabando, vamos sorrir porque aconteceu. Stephenie Meyer podia ter sonhado com essa história e ignorado, mas ela escreveu os livros que se tornaram nesse fenônemo, nesse vício. Quando fui na livraria aquele dia, eu podia ter comprado qualquer outro livro. Podia ter ido no cinema e assistido qualquer outro filme. Mas não. Foi esse, tinha que ser esse. Então quando eu sair do cinema no dia 16 de novembro de 2012, eu vou poder dizer, com orgulho: Eu estava lá desde o começo. Eu fiz parte dessa história.